Muitos teóricos da esquerda tradicional defendem que para se chegar a um estágio de completo bem estar social é preciso primeiro aumentar o tamanho do Estado e centralizar o poder político e econômico nas mãos do mesmo para que então, em um segundo momento, se distribuam as riquezas e os meios de produção entre os trabalhadores de forma que os mesmos possam gerencia-los sem a necessidade de um governo central.
É uma teoria um tanto ridícula já no desenho uma vez que sugere que para acabar com o Estado é preciso, primeiro, aumenta-lo de tamanho, ou seja, se dá poder a algo que não será útil no futuro.
O resultado prático de aumentar o Estado é sempre a asfixia de liberdades individuais. Quanto mais poder se dá ao Estado, menos poder o indivíduo tem. Isso fica claro em todos os regimes de esquerda tradicionais.
Vejam essa reportagem da Folha de São Paulo:
O mais assustador não é o fato de o governo brasileiro financiar Cuba por meio do programa Mais Médicos. Isso infelizmente já é rotina do governo petista.
Me chama mais a atenção é a demonstração clara de que o governo Cubano se coloca como dono absoluto da vida dos seus cidadãos. O cidadão só pode fazer aquilo que o governo manda. Não existe médico cubano. Existe médico do governo cubano. Caso o governo queira, do dia para a noite, cancela o diploma do médico.
Percebam que não há qualquer controle do indivíduo sobre o governo, pelo contrário, o governo tem total controle sobre os indivíduos. Uma pessoa que frequentou um curso superior em Cuba e conseguiu um diploma pode perder esse diploma com uma simples ordem governamental. Na prática, o diploma não pertence ao indivíduo que estudou, e sim ao Estado. É um ultraje.
O paradoxo está colocado. Os esquerdistas tradicionais pensam na utopia de um mundo no qual todos sejam iguais, todos cuidem de todos, mas não percebem que com o intuito de atingir esse ideal fantasioso estão, historicamente e repetidamente, alimentando ditadores e tirando o poder das pessoas comuns que dizem defender.
Mas a cegueira ideológica os impede de enxergar esse paradoxo.

