O ex-ministro Joaquim Levy foi extirpado do Ministério da Fazenda após meses de desgaste e um ajuste fiscal fracassado.
Como eu já havia previsto em post realizado em março, Joaquim Levy cumpriu apenas um papel principal em sua estadia: o de bode expiatório. Muito além de ser um nome para acalmar os mercados enquanto o governo fingia que fazia um ajuste fiscal medíocre que mais se assemelhou a enxugar gelo, Joaquim Levy era um nome que foi colocado ali estrategicamente para servir como o acusado, o responsável pelos resultados do colapso econômico que nada tem a ver com ele, uma vez que são decorrentes de anos de uma política econômica irresponsável. Em outras palavras, Levy serviu apenas para que a bomba, construída e acesa por outros, explodisse em sua mão. Assim, a esquerda teve a chance de culpar o “neoliberalismo”, a “austeridade” e o controle fiscal como responsáveis pela crise e pior, substituir Levy por alguém que vai adotar exatamente os mesmos erros que levaram à crise desde o princípio.
É um triste episódio para a carreira de Joaquim Levy. Mas de certa forma ele tem culpa em ter ocupado o cargo. Um sujeito que era respeitado em seu meio e com uma formação acadêmica primorosa aceitou fazer parte de um governo cujas práticas são as mais nefastas. O resultado não poderia ser diferente.
O governo colocou Levy na rua, culpando-o por um ajuste fiscal mixuruca cujo próprio governo nunca pretendeu, de fato, realizar. Levy agora é história, e o governo brasileiro vai continuar praticando a perigosa economia Keynesiana, inchando cada vez mais o Estado, vendendo o amanhã com o estímulo da demanda por meio de dívida para viver um hoje artificial, torcendo para que Deus realmente seja brasileiro e para que essa conta nunca chegue.
É triste.
