Os protestos do dia 15 de março de 2015 nos sites favoráveis ao governo tiveram a cobertura esperada: um monte de textos acusando “golpismo”, “terceiro turno”, entre outras bobagens. A mesma lenga lenga patética de sempre. Nada que mereça um post por si só.
Já outros jornais nacionais e internacionais destacaram a importância e a quantidade de gente presente naquele que foi o maior protesto da história da democracia brasileira.
Do ponto de vista político a presidente, usando seus ministros, aproveitou o clamor das ruas para tentar posar de santa dizendo que esse governo combate a corrupção (como se não fosse o governo petista que tivesse desviado bilhões da Petrobrás) e ainda propor a “reforma política à la PT”, aquela que tenta colocar a culpa da corrupção no financiamento privado de campanha. Outra vez, faltou qualquer admissão de culpa quanto à situação econômica.
Não sei se vai colar. Com o novo congresso que temos, espero que não.
Acreditar que basta uma canetada proibindo o financiamento privado para reduzir a corrupção é de uma lógica pueril. As doações de empresas para partidos vão continuar existindo em qualquer hipótese. Assinar uma lei proibindo as mesmas é o mesmo que diminuir a pouca transparência que já existe nesse sentido. É multiplicar a prática do caixa 2.
Aguardemos cenas dos próximos capítulos.
