Quando a esquerda não tem mais como negar o crime, atacar o adversário e usar o discurso “no final todos roubamos” é a única solução.


Um aspecto sempre me chamou atenção. Ao acusar os esquerdistas de alguma coisa, qualquer que seja, a saída mais comum deles é imediatamente te acusar do mesmo e até pior.

Utilizando uma falácia dialética de comparação, eles tentam colocar todos no mesmo barco para tentar justificar os seus próprios crimes que, na cabeça deles, são mais válidos pois o fim seria mais nobre (estão governando “para o povo”). Se o fim é nobre, pouco importa que o meio seja ilícito.

Tal equivalência moral no crime é obviamente inválida, pois crime é crime e os fins não justificam os meios. Pior ainda: frequentemente os fins na verdade atendem a interesses político-partidários, e a desculpa da “justiça social e governo para o povo” é um mero bode expiatório populista. Caso típico do governo petista no Brasil.

Assim, é impossível deixar de notar a seguinte reportagem de um dos sites pró-governistas:brasil13
Como o governo já percebeu que não há muito para onde correr na Operação Lava Jato sua melhor alternativa, a carta na manga, é que apareça um grande número de políticos ligados à oposição, assim eles podem utilizar o discurso de “somos todos corruptos”. Mas quem é atento não cai nesse discurso. Ainda que existam políticos da oposição envolvidos (e se existirem devem ser punidos), isso não ameniza em nada o crime. Importante lembrar daquele velho ensinamento de infância: o seu amigo pular da ponte não justifica que você também pule.

Um bandido negar o crime é errado mas é algo compreensível, um mecanismo de defesa. Já o bandido acusar os acusadores de fazer o mesmo é um artifício dialético para desviar a atenção, algo calculado. Algo que mostra uma falta de caráter ainda pior.

Portanto, nada de xeque-mate. Ainda que apareçam 500 políticos do PSDB e 300 políticos do DEM envolvidos, nada vai tirar do PT a vergonha de ter sido o partido que governou o país durante esse período de assaltos.

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