A arte da esquerda em testar a nossa paciência.


Depois de quase dois meses sem dar entrevistas e diante daquele que pode ser o maior esquema de corrupção da história da humanidade (em valores desviados), a presidente do Brasil, Dilma Roussef, conversou novamente com jornalistas hoje.

Coincidentemente, há cerca de uma semana a presidente reunia-se com seu marqueteiro, João Santana, talvez com o objetivo de treinar para essa aparição, pois bem.

Evidentemente, como de praxe, a presidente falou uma dezena de lorotas.

Os principais pontos que merecem destaque na aparição em minha análise foram:

1. Afirmar que “nós nunca deixamos de esconder que (o reajuste da tabela do IR) era 4,5%

2. Afirmar que é culpa do governo FHC o escandalo do Petrolão ter tomado as proporções que tomou.

O número 1 é interessante não somente por evidenciar a incompetência da chefe do poder executivo do Brasil em formular uma frase simples (o que não é novidade) mas principalmente por se tratar de um clássico ato falho freudiano.

O número 2, por sua vez, é o típico teste de paciência que os líderes de esquerda sempre nos pregam. Qualquer um que tenha mais do que duas sinapses no encéfalo consegue perceber o quão ridículo é culpar um governo de 12 anos atrás por um escândalo atual. É uma tese estúpida pois, ainda que fosse verdadeira, seria um atestado de culpa do governo petista, que em 12 anos não teve a coragem, a competência ou a vontade de desmontar esse esquema. Pior ainda se formos considerar que a própria Dilma teve cargos importantes dentro da Petrobrás durante a década de 2000.

Mais uma vez, a saída do PT é tentar culpar o passado, os governos anteriores, a oposição, como se a corrupção destes, ainda que tenha existido, justificasse a corrupção daqueles. Só que cada vez mais essa desculpa fica inútil, pois o tempo passa e a famosa “herança maldita” sempre utilizada como bode expiatório começa a não fazer sentido, mesmo na cabeça do eleitor mais desavisado.

O discurso marqueteiro que “colou” na eleição não se sustenta por muito tempo, ainda mais quando temos uma economia em crise. Ou o PT e a presidente mudam o discurso e principalmente a atitude, ou o fim do governo é uma questão de tempo.

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